Guia Bariloche: Quando ir, o que fazer, como chegar e mais

San Carlos de Bariloche (mais conhecido como Bariloche) é uma cidade localizada na região de Rio Negro, na patagônia argentina.

A cidade foi construída ao redor do lago Nahuel Huapi, em meio a uma natureza exuberante, cercada por montanhas, lagos cristalinos e construções feitas de madeira cipreste. Uma combinação que parece ter saído de um filme!

Além de ser um dos destinos mais procurados pelos brasileiros que desejam ver a neve, Bariloche também é um dos principais destinos de férias dos argetinos durante o verão.

A cidade é o destino perfeito para os amantes da natureza e de atividades de ecoturismo, durante (quase) o ano todo. Mais abaixo, você vai entender porquê eu digo “quase” o ano todo!

Quando ir

As estações do ano em Bariloche são muito bem definidas, e elas influenciam totalmente a experiência da sua viagem. A decisão de quando viajar para Bariloche será uma das mais importantes do seu roteiro.

Se você quer ver a neve e esquiar, precisa viajar para Bariloche durante o inverno. Mas se o seu objetivo é ver paisagens lindas e coloridas, prefira viajar na primavera ou no início do outono. E se quiser praticar atividades de ecoturismo, viaje no final da primavera ou durante o verão.

Bariloche na primavera/verão

Assim como no Brasil, a primavera na Argentina acontece entre setembro e dezembro. Para quem viaja no início da estação, ainda pode ter a oportunidade de ver um restinho de neve, principalmente no topo das montanhas.

Durante a primavera, as flores passam a desabrochar e a colorir a paisagem. Além disso, as chuvas não são tão frequentes.

Já o verão, entre o final de dezembro e fevereiro, é marcado por temperaturas mais altas, entre 20°C e 25°C. Essa é a alta temporada dos argentinos. A cidade enche de turistas, que aproveitam o calor para mergulhar nos lagos e tomar sol.

Durante os meses de calor, as agências de turismo realizam atividades de caiaque, cavalgada, standup paddle, entre outros passeios que costumam funcionar apenas durante a primavera e o verão.

Bariloche no outono/inverno

Viajei para Bariloche durante o outono e, sendo bem sincera: Não é a melhor estação do ano para viajar para lá.

Essa é a época que mais chove na região. Inclusive, durante o mês de maio, o Cerro Otto (um dos principais passeios da cidade) fica fechado para manutenção.

Durante a minha viagem, tive a sorte de conseguir subir o Cerro Otto e pegar sol nos primeiro dias. Mas os dois últimos dias foram de pura chuva e granizo.

No mais, o outono em Bariloche (sem chuva) é marcado por paisagens lindíssimas, onde as folhas das árvores possuem um tom alaranjado.

A partir de abril, o frio se inicia e fica cada vez mais forte, chegando a temperaturas negativas. É a preparação da natureza para a chegada do inverno e da neve!

Como chegar em Bariloche

Avião

Bariloche fica localizada na Patagônia Argentina, a 1600 km de Buenos Aires.

Para chegar até lá, é preciso pegar um vôo desde Buenos Aires. Os vôos tem duração de 2 horas, e desembarcam no Aeroporto Internacional Teniente Luis Candelaria, a mais ou menos 15 km do centro da cidade.

Saindo de São Paulo, os vôos até Bariloche costumam fazer conexão em Buenos Aires primeiro. Sendo assim, uma viagem de São Paulo até Bariloche leva, em média, 4 horas e meia de vôo.

Carro

Viajar de carro desde Buenos Aires até Bariloche é uma opção bem demorada, mas muito famosa entre os viajantes aventureiros. A viagem leva, mais ou menos, 18 horas.

Bariloche fica localizada na região dos 7 lagos, também conhecida como Ruta 40. Essa rota é cercada por lagos cristalinos e montanhas – um cenário perfeito para road trips.

Como se locomover em Bariloche

Carro

A melhor opção para quem quer mais conforto e liberdade para se locomover em Bariloche, é alugar um carro. Os passeios fora do centro da cidade costumam ser bem distantes.

Mas, caso esteja sem carro, também é super possível se locomover por lá de outras formas.

Táxi ou Remis

Existem alguns pontos de táxi espalhados pela cidade, principalmente ao redor do centro. Além disso, os hotéis e restaurantes costumam ter o contato de táxis e remis (um tipo de táxi com preço tabelado).

Ônibus

Já a opção mais econômica de se locomover em Bariloche, é pegar um ônibus de transporte público da cidade. Assim como em Buenos Aires, para andar de ônibus em Bariloche é preciso comprar um cartão SUBE e recarregar em algum kiosko (lojas de conveniência). Saiba mais no site oficial da cidade.

O que fazer

Centro cívico

O centro de Bariloche, conhecido como Centro Cívico, é um charme da cidade. Ele é cercado pelo lago Nahuel Huapi, e a vista é maravilhosa.

Essa área acaba sendo um point para descansar, apreciar a vista e caminhar ao redor do lago.

Rua Mitre

Essa é a rua mais famosa e movimentada de Bariloche! A Rua Mitre conta com muitos comércios, incluindo a famosa Galeria del Sol, entre outras galerias e lojas de roupas e artesanatos.

A Rua Mitre também é lotada de cafeterias e lojas de chocolate. As mais famosas são a Mamuschka, a Chocolates del Turista e a Rapa Nui. Os chocolates artesanais são deliciosos e diferenciados. É bem difícil sair de lá sem comprar nada!

Museu da Patagônia

Eu diria que o Museu da Patagônia é um passeio imperdível! Além do ingresso ter um valor bem acessível, o museu é bem interessante. Ele conta a história da Patagônia, seus primeiros povoados e a fauna e a flora da região, através de ítens históricos e animais empalhados.

O Museu da Patagônia fica localizado no Centro Cívico. O ingresso custa 500 pesos, equivalente a R$6 (abril/23).

Circuito Chico

O Circuito Chico é um passeio que passa por alguns dos pontos turísticos mais famosos em Bariloche. Esse é um dos principais passeios da região, e é realizado por, praticamente, todas as agências de turismo da cidade. Mas também é possível fazer por conta própria caso você esteja de carro.

O passeio tem duração média de 3 horas, e passa pelo famoso Cerro Campanário, uma montanha de 1.049 metros de altura. A subida e a descida devem ser feitas de teleférico. Lá em cima, a vista é incrível!

O topo do Cerro Campanário conta com alguns mirantes, onde é possível contemplar a vista de diferentes ângulos, e também tem uma cafeteria.

O visual é realmente indescritível e, inclusive, a vista Cerro Campanário já foi considerada uma das mais bonitas do mundo pela National Geographic.

O ingresso ao Cerro Campanário custa 2.500 pesos, equivalente a R$31 (abril/2023).

Outra parada do Circuito é o Punto Panorámico; um mirante com vista para os lagos e montanhas da região.

Por fim, o Circuito Chico passa ao redor do luxuoso Hotel Llao Llao e pela Capela de San Eduardo, construída em madeira de estilo montanhês. Não tem como descrever a beleza desse lugar, então vou deixar uma foto aqui!

Logo em frente à capela, tem uma loja de produtos artesanais a base de rosa mosqueta – uma flor típica da região da patagônia, rica em vitamina C e antioxidanres. Os produtos são bem diversos: Tem óleo, chá, hidratante facial e muito mais. A loja se chama Rosa Mosqueta del Llao Llao.

O valor do Circuito Chico costuma ser o mesmo em todas as agências de turismo: 4.500 pesos por pessoa (sem incluir os ingressos a parte), equivalente a R$56 (abril/23).

Fiz o passeio com a agência AVC Turismo e recomendo muito! O tour é guiado e realizado em grupo.

Cerro Otto

O Cerro Otto é famoso por ter um restaurante que gira em 360° no topo da montanha, chamado Confitería Giratoria. A experiência e imperdível e a comida é realmente muito boa!

Lá no topo também existem outras atividades, incluindo museu de arte, trilhas, tirolesa e mirantes.

A subida e a descida são realizadas de teleférico, e o ingresso custa, em média, 2.500 pesos, o equivalente a R$56 (abril/2023).

Eu diria que o passeio de teleféfico do Cerro Otto é bem emocionante, por dois motivos: O morro é bem alto (1.405 metros de altura) e a vista é lindíssima!

Durante o inverno, o Cerro Otto fica coberto de neve e outras atividades ficam disponíveis, incluindo trekking pela neve e ski bunda! Saiba mais no site do complexo Teleférico Cerro Otto.

Dica: É possível pegar um ônibus GRATUITO para ir até Cerro Otto e voltar até o centro de Bariloche. O transporte é realizado pela própria empresa do Complexo Teleférico Cerro Otto.

Cerro Catedral

Esse é o passeio para quem vai visitar Bariloche durante a alta temporada de inverno. É no Cerro Catedral que fica localizada a mais tradicional estação de ski da região!

E durante as outras estações, mesmo sem neve, também é possível realizar atividades de trekking, moutain bike, entre outros passeios ao ar livre. Só é importante ter certeza de que o local está funcionando durante a sua viagem.

A área do Cerro Catedral é bem grande: Ela possui cerca de 60 pistas para todos os níveis (iniciantes até profissionais), restaurantes, escola de esqui e parques para crianças.

O Cerro Catedral fica localizado a 10km do centro de Bariloche.

Isla Victoria e Bosque Arrayanes

Esse também é um dos principais passeios realizados pelas agências de turismo em Bariloche. O passeio até a Isla Victoria e o Bosque Arrayanes é feito de barco, e as embarcações partem do Puerto Pañuelo.

O Bosque Arrayanes é mais um outro lugar que parece ter saído de um conto de fadas!

Outros passeios pela Rota dos 7 Lagos

Caso tenha mais tempo disponível durante sua viagem, pode incluir um tour por outras regiões e vilas da Rota dos 7 Lagos.

A rota tem início na Villa La Angostura e termina na cidade de San Martín de Los Andes. Essa região é cercada por lagos cristalinos, bosques e montanhas.

Apesar de serem menores que Bariloche, o centro das duas cidades também possuem diversas lojas, bares e restaurantes!

Durante as estações mais quentes do ano, os lagos da Ruta 40 servem como ponto de descanso e banho de sol, como se fossem praias. Também é possível realizar passeios de barco e caiaque pela região.

Entre os lagos mais famosos da Rota dos 7 Lagos, estão o Lago Lácar, Lago Machónico, Lago Hermoso, Lago Villarino, Lago Falkner, Lago Escondido, Lago Traful e Lago Correntoso.

E você, planeja uma viagem para Bariloche? Anote as dicas e compartilhe!

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